NATUREZA, ÁGUA E MEMÓRIA · SUMARÉ
Parque da Sabesp no Sumaré: um reservatório de água que virou espaço de convivência
Conhecido por quem mora na região, o Reservatório do Araçá reúne árvores, caminhos e uma parte pouco visível da história do abastecimento de São Paulo.

Na parte alta do Sumaré, entre a Avenida Doutor Arnaldo e a Avenida Professor Alfonso Bovero, existe uma área verde que muitos moradores chamam simplesmente de Parque da Sabesp. O nome cotidiano, porém, conta apenas uma parte da história. O lugar abriga o Reservatório do Araçá, criado para armazenar e distribuir água numa cidade que crescia rapidamente no início do século XX.
O reservatório continua ligado ao abastecimento, mas o terreno ao redor também se tornou espaço de caminhada, descanso e convivência. Árvores antigas, gramados, caminhos e edificações formam uma paisagem diferente daquela dos parques municipais mais conhecidos.
Um reservatório no alto do bairro
As obras começaram nas primeiras décadas do século XX. A posição elevada do terreno era estratégica porque favorecia a distribuição da água por gravidade. O reservatório entrou em funcionamento em 1930, com capacidade registrada de 14 milhões de litros.
Boa parte do sistema está incorporada à paisagem, cercada por vegetação e construções que registram diferentes momentos da história do saneamento paulistano.
Da infraestrutura ao uso público
A área ao redor do reservatório foi gradualmente aberta para lazer e convivência. O Programa Nossa Praça, desenvolvido pela Sabesp no fim da década de 1990, aparece em registros como uma etapa importante desse processo.
O espaço mantém duas funções simultâneas: integra uma infraestrutura essencial de abastecimento e oferece à vizinhança uma área verde de pequena escala. O lazer passou a conviver com um sistema técnico que continua fazendo parte da cidade.
Um patrimônio histórico e ambiental
Em 2003, o conjunto foi tombado pelo Conpresp. As diretrizes de proteção incluem as construções e determinam que intervenções preservem a arborização existente e considerem a diversidade biológica das espécies.
A mobilização da vizinhança começou antes do tombamento. Em 1992, moradores já haviam solicitado a abertura do processo de proteção diante de possíveis intervenções no terreno.
O que encontrar e o que confirmar
Registros de visitação descrevem caminhos para caminhada e corrida, áreas gramadas, bancos e espaços para crianças. O principal interesse está na combinação entre sombra, percurso e memória, numa escala mais próxima que a do Parque da Água Branca.
Regras de acesso e a condição dos equipamentos devem ser conferidas na entrada. Bases consultadas em setembro de 2026 indicavam entrada gratuita e funcionamento diário, aproximadamente das 7h às 18h45, mas o horário pode mudar.







